A ESCOLA DA VINGANÇA

O que é vingança?

Vingança é desforra, é pagar o mal com o mal, a vingança é algo que foi condenado por Cristo e seus discípulos.  “A ninguém torneis mal por mal” (Rm. 12:17). A vingança, portanto, acrescenta mal a mal, dentro dos princípios éticos divinos e humanos.

Pedro queria uma chance de se vingar e perguntou a Cristo: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete?  Yahushua lhe disse: Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete. (Mateus 18:21-22)

Onde existe a vingança não existe o perdão,  muitos lideres religiosos insistem em dizer que o Deus apresentado por Cristo no Novo Testamento é o mesmo revelado no Velho Testamento,  o próprio Cristo e seus discípulos não concordam com isso pois esta escrito: Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou. (João 1:18). 


“Ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar” (Mateus. 11:27)
 


Ninguém jamais viu a Deus; se nos amamos uns aos outros, Deus está em nós, e em nós é perfeito o seu amor. (
1João 4:12)


Segundo estes textos do Novo Testamento somente Cristo apresentou o Deus Verdadeiro aos homens.


Neste nosso estudo Bíblico nós vamos mostrar o caráter vingativo de Elohim o deus do Velho Testamento,  um deus totalmente diferente de Cristo e de seu Pai por ele representado.

Antes de iniciarmos é importante lembramos algumas declarações de Cristo.

Em uma reunião com os discípulos Filipe disse: Senhor, mostra-nos o Pai, o que nos basta.  Disse-lhe Yahushua:  Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai?  Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras.  (João14:8-10)
 

Nesta reunião Yahushua declara que Ele e o Pai a quem ele representava e também apresentava, eram iguaizinhos e a Biblia revela que nunca houve mudança no caráter dos dois “Yahushua é o mesmo, ontem, hoje e para sempre. (Hebreus 13:8).

Então vamos agora analisar o Velho testamento e ver o caráter do deus revelado ali.   No Velho Testamento, o mal era a resposta de Elohím para o mal. “Olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, ferida por ferida, golpe por golpe” (Ex. 21:24-25). “O teu olho não poupará; vida por vida, olho por olho, dente por dente, etc” (Dt. 19:21).

As crianças cristãs são ensinadas pelas igrejas a obedecer o deus do Velho Testamento como sendo o único deus verdadeiro, pois a desobediência é como o pecado de rebelião ou feitiçaria, etc.  (I Sm. 15:22-23).

O que temos observado no comportamento infantil cristão?  “E eu irmãos, não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a meninos em Cristo. Com leite vos criei, e não com manjar, porque ainda não podíeis, nem tampouco ainda agora podeis, porque ainda sois carnais. Pois,
havendo entre vós inveja, contendas e dissensões, não sois porventura carnais, e não andais segundo os homens?” (I Co. 3:1-3)
.

Como poderão os cristãos ser mansos, humildes e perdoadores freqüentando a mais refinada escola da violência, do mal e da vingança que se encontra no Velho Testamento?  Analisemos os grandes homens do Velho Testamento:

Passadas nove terríveis pragas sobre a terra do Egito, assolando, destruindo e matando, Elohím anuncia a Moisés a última: “Eu passarei pela terra do Egito esta noite, e ferirei a todo o primogênito na terra do Egito, desde os homens até os animais; e sobre todos os deuses do Egito farei juízos: Eu sou Elohím” (Ex. 12:12). O furor de Elohím era tanto que não escaparam nem os inocentes animais, como bois, carneiros, cães, cavalos, camelos etc. Cada Cristão deve se perguntar: Por que Elohím se sentiu glorificado em matar os primogênitos do Egito?   Por que Elohím exultou de alegria com essa praga mortal? 

Analisemos o início da história.  Após a morte de José e do Faraó que o favoreceu, levantou-se outro Faraó; porém perverso. E como os filhos de Israel se multiplicaram muito, e Faraó deu ordem para o povo matar todas as crianças do sexo masculino, lançando-as no rio (Ex. 1:7-9, 22),  Moisés foi a única criança que escapou da matança, e acabou como príncipe do Egito, pela intervenção milagrosa de Elohím.  

Este deus vingativo arquitetou um plano para se vingar dos egípcios. Segundo a lei de Elohím, era olho por olho e vida por vida.  As nove primeiras pragas foram apenas uma preparação. Quando Moisés produzia as terríveis e infernais pragas, o coração de Faraó amolecia, mas Elohím endurecia o seu coração. Mesmo que Faraó se arrependesse e quisesse mudar, Elohím não deixava, até que se cumprisse o seu plano mortal. 

Houve momentos de humilhação, confissão de pecados: “Então Faraó se apressou a chamar a Moisés e a Arão, e disse: Pequei contra Elohím vosso deus, e contra vós. Agora, pois, peço-vos que perdoeis o meu pecado somente desta vez, e que oreis a Elohím vosso deus que tire de mim somente esta morte. E saiu da presença de Faraó, e orou a Elohím. Então Elohím trouxe um vento oriental fortíssimo, o qual levantou os gafanhotos e os lançou no mar vermelho; nem ainda um gafanhoto ficou em todos os termos do Egito.  ELOHÍM, POREM, ENDURECEU O CORAÇÃO DE FARAÓ, E ESTE NÃO DEIXOU IR OS FILHOS DE ISRAEL” (Ex. 10:16-20).

Moisés não era vingativo mas em obediência a Elohím era obrigado a praticar a vingança e o próprio Moisés declara isso confira na sua Bíblia.  “Falou mais Elohím a Moisés, dizendo: Afligireis os midianitas e os ferireis, porque eles vos afligiram a vós outros com os seus enganos com que vos enganaram no negócio de Peor, e no negócio de Cozbi, filha do maioral dos midianitas, a irmã deles, que foi morta no dia da praga no negócio de Peor” (Nm. 25:16-18). A natureza de Moisés era contra a vingança, pois quando a terra tragou Datã e Abirão com suas famílias na vingança de Elohím, Moisés disse: “Nisto conhecereis  que Elohím me enviou a fazer todos estes sinais, QUE DE MEU CORAÇÃO NÃO PROCEDEM” (Numeros. 16:28).

Uma pessoa Vingativa é cruel e não admite arrependimento nem retratação, pois a fome de vingança é cega. O juízo de Deus é impessoal, mas a vingança de Elohím é pessoal. É o orgulho ferido que multiplica o mal. É o amor exagerado ao próprio ego que faz nascer o ímpeto da vingança, que não visa absolutamente punir o ofensor, mas injuriá-lo, fazendo-o sofrer angústias insuportáveis. Matando os primogênitos do Egito, Elohím queria fazer os pais sofrerem, a ponto do tormento; pois eles tinham matado o primogênito de Elohím. “Então dirás a Faraó: Assim diz Elohím: Israel é meu filho, meu primogênito. E eu te tenho dito: Deixa ir o meu povo, para que me sirva; mas tu recusaste deixa-lo ir; E EIS QUE EU MATAREI O TEU FILHO, O TEU PRIMOGÊNITO” (Ex. 4:22-23). 

A vingança se consumou na décima praga, e houve grande clamor em todo Egito, pois não havia casa em que não houvesse um morto (Ex. 12:30).  Milhares de crianças inocentes, vítimas da vingança de um deus furioso. “ELOHÍM É UM DEUS ZELOSO E QUE TOMA VINGANÇA; ELOHÍM TOMA VINGANÇA E É CHEIO DE FUROR; ELOHÍM TOMA VINGANÇA CONTRA OS SEUS ADVERSÁRIOS, E GUARDA IRA CONTRA OS SEUS INIMIGOS” (Naum. 1:2). Elohím matou as crianças como inimigas, milhares de criancinhas inocentes pelas  quais Cristo morreu na cruz. Faraó matou as crianças, mas Faraó era homem mas um deus que se preocupa, não em eliminar o mal, mas em aumentá-lo, peca contra a sua própria divindade.

O Faraó, ferido e cheio de furor, para vingar a morte dos primogênitos, reúne seus exércitos e parte atrás do povo de Israel para dizimá-lo. Lá, em pleno Mar Vermelho, Elohím dá cumprimento ao plano traçado desde o início, matando Faraó e seus cavaleiros (Ex. 15:1-10).  Elohím, então, cantou um cântico de vitória. “EIS QUE ENDURECEREI O CORAÇÃO DOS EGÍPCIOS, PARA QUE ENTREM NO MAR ATRÁS DELES; E EU SEREI GLORIFICADO EM FARAÓ, E EM TODO O SEU EXÉRCITO” (Ex. 14:17).

O caráter vingativo e injusto de Elohím é uma constante na história bíblica. Em lugar de Roboão, filho de Salomão, reinou Jeroboão, filho de Nebate. Este rei, para que o povo não subisse a Jerusalém a adorar Elohím, fez dois bezerros de ouro e os colocou em Betel e em Dã. E disse ao povo: “Este são os teus deuses, ó Israel”. Também instituiu sacerdotes para ministrar. Este pecado excitou o furor de Elohím, que para se vingar, destruiu toda a sua descendência. Na vingança de Elohím, os justos pagam pelo pecador (I Rs. 12:26-31; 15:27-29).

Por incrível que pareça, Baasa, depois de destruir a casa de Jeroboão, cometeu os mesmos pecados, e caiu assim na desgraça de Elohím, que vingou o seu pecado destruindo toda a sua descendência (I Rs. 15:33-34; 16:9-13).

Acabe foi um rei cruel, idólatra e perverso. Jesabel, sua mulher, o incitava na prática do mal. Elias comparece diante do maligno rei e lhe declara o futuro. “Eis que trarei mal sobre ti e arrancarei a tua posteridade, e arrancarei de Acabe a todo o homem, como também o encerrado e desamparado em Israel, e farei a tua casa como a casa de Jeroboão, filho de Nebate” (I Rs. 21:21-22).   

O cumprimento desta vingança se acha em II Rs. 10:1-7. Acabe tinha setenta filhos que foram injustamente mortos. A vingança cega a justiça e anula a piedade.
Saul desobedeceu a Elohím não matando Agague, o rei dos amalequitas (I Sm. 15:1-9).  Por vingança, Elohím matou a Saul e três de seus filhos, conforme a profecia de uma feiticeira (I Sm. 28:18-19; 31:1-2).  Mas como a vingança de Elohím nunca satisfaz quem nutre ódio por outro, depois de trinta anos da morte de Saul, Elohím ainda sentia desejos de vingança. Era Davi o rei, e já velho. Houve uma fome três anos seguidos. Davi, preocupado, perguntou a Elohím o motivo. Este lhe respondeu: É por causa de Saul e da sua casa sanguinária que matou os gibeonitas. Davi, querendo ser justo, chamou os gibeonitas para saber a história. Eles lhe contaram seus suplícios nas mãos do falecido Saul, e fizeram ao rei um pedido: Dêem-nos sete filhos de Saul para que os enforquemos a Elohím, e nós estaremos vingados de Saul. O rei Davi mandou buscar sete filhos do defunto e os entregou aos gibeonitas, que os enforcaram em Gibeá de Saul. No final deste trecho ficamos petrificados ao ler: “E DEPOIS DISTO ELOHÍM SE APLACOU PARA COM A TERRA” (II Sm. 21:1-14).
Ao terminar este triste capítulo da história de Elohím o deus do Velho Testamento, lembramos que ele cegou seu próprio povo, tampou os ouvidos e lhes deu um coração de pedra para que não fossem fiéis (Isaias. 6:10). 

Para se garantir e poder condenar o povo, derramou um espírito de sono nos profetas, afim de não orientarem o povo (Isaias. 29:11).  

O povo endurecido se corrompeu. Então Elohím executou a vingança implacável do concerto (Lv. 26:14-25). Gideão era vingativo, pois quando subiu à peleja contra Zeba e Zalmuna, reis dos midianitas, estando seus homens cansados, pediu pão para os habitantes de Sucote. Estes negaram, e Gideão lhes disse: Quando eu voltar vitorioso trilharei vossa carne com espinhos do deserto. Em seguida pediu pão aos habitantes de Penuel. Estes também negaram. Gideão lhes disse: Quando eu voltar  derrubarei esta torre. Depois de vencida a batalha, Gideão poderia perdoar em louvor a Elohím, mas não. Como a vingança, trilhou a carne dos anciãos de Sucote com espinhos do deserto. Em seguida  foi a Penuel, derrubou a torre e matou a todos os varões. Que exemplo grotesco e que espírito vingativo.

Simeão e Levi, filhos de Jacó eram vingativos. Diná, sua irmã, saiu a passear e conhecer outras moças. Siquém, filho de Amor, heveu apaixonou-se e se deitou com ela. Os filhos de Jacó encheram-se de ira pelo acontecido. Então, Amor, pai de Siquém, foi até Jacó e pediu Diná como esposa de seu filho. Os filhos de Jacó impuseram uma condição para o casamento. Que todos os varões da cidade fossem circuncidados, isto é, convertidos em israelitas. Amor e Siquém, seu filho, concordaram, e todos os homens  foram circuncidados para formar o parentesco
espiritual. Ao terceiro dia, porém, quando a dor era mais forte, Simeão e Levi tomaram suas espadas e mataram a todos os varões. Essa é a escola da mentira, da traição e da vingança (Gn. 34:1-26).

Sansão era vingativo. Sua mulher o traiu, e Sansão a aborreceu. Então o pai a deu ao seu companheiro. Após algum tempo, Sansão quis se deitar com a mulher que repudiara. O pai da moça não consentiu, pois tinha mais moral que Sansão, que enfurecido resolveu se vingar (Jz. 15:1-7). Feriu os filisteus para saciar a fome de vingança (Jz. 15:8). E mais mil (Jz. 15:9-16).

Davi era vingativo, pois quando um amalequita, mentindo, disse ter matado Saul, imediatamente mandou matá-lo (II Sm. 1:1-16).   Em outra ocasião, por ter Joabe matado a Abner, Davi, para vingar, lançou a seguinte maldição: “Fique sobre a cabeça de Joabe, e sobre a casa de seu pai; e nunca da casa de Joabe falte quem padeça gonorrea, nem quem seja leproso, nem quem se apoie no bordão, nem quem seja morto a espada, e nem quem necessite de pão” (II Sm. 3:29); (na Vulgata se lê gonorréia). Mais tarde Davi mandou matar dois homens que  mataram Isbosete, filho de Saul, em atitude vindicativa (II Sm. 4:5-12).

O profeta Elias era vingativo. Elias ordenou a Acabe, rei de Israel, que ajuntasse o povo, 450 profetas de Baal e 400 profetas de Asera (I Rs. 18:19). Em seguida mandou que fizessem dois altares, um para eles e outro para Elias. O deus que respondesse por fogo era o verdadeiro. Os profetas de Baal clamaram até ao meio dia. Então Elias clamou a Elohím e fogo do céu consumiu o seu altar com bezerro e tudo. Então todos começaram a clamar: Só Elohím é Deus! Só Elohím é Deus! – Era o momento de Elias ganhar aqueles 850 profetas para Elohím; mas não. Em
contrário, para vingança da parte de Elohím, matou a todos no ribeiro de Quison (I Rs. 18:19-40).


O profeta Eliseu era vingativo e não aceitava que crianças brincassem com ele, por não perdoar brincadeiras de crianças, quando este profeta subia para Betel, no caminho, uns garotos começaram a zombar, dizendo: Careca! Careca! O grande Eliseu, então, por vingança os amaldiçoou, e Elohím aprovou, pois saíram duas ursas da floresta e mataram quarenta e dois crianças (II Rs. 2:23-24).

Há  muitos mais exemplos vividos na escola do ódio e da vingança no Velho Testamento, para ensinar as crianças e os novos convertidos a não serem novas criaturas. Paulo, no entanto, diz:“Se alguém está em Cristo, nova
criatura é: as coisas velhas passaram, eis que tudo se fez novo” (II Co. 5:17).

 

 

 

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